Tudo se confunde na angústia dos meus dias
Corrente que me arrasta num turbilhão de pensamentos
desajuntados no tempo
Tudo acontece mas nada sucede
Preciso… quero…desejo… tenho de parar, rezar, esperar, até talvez desesperar
Mas nunca, nunca, mesmo nunca, parar
Tudo começa e tudo acaba
O rio volta ao mar
E o mar um dia regressa ao rio
Espero a hora de voltar a casa
Ao meu rio
Ao meu destino sem rumo
Ao meu caminho
Lugares comuns do meu sentir
Feridas abertas do meu pensar
São sorrisos desnudados
Pela realidade da rua
Da tua da minha
Saudade
Palavra por tantos escrita
Por novos amores apagada
No renascer de um novo dia
Nova saudade
Outra onda, outro lugar
Recomeçar
Vibração da alma
Tremula imagem do momento
Ser-se de quem nos quer
Não dar mais além
Para além do desejo
Ensejo
Revejo o suor do medo
Olfato embriegado de raiva
Escolhas adiadas pela luxuria
Ponte nunca construida, revista, egoista
Ausência de côr
No brilho da dôr
Brandão
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
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